Deitou-se no seu leito, aviltante, oscilante, aquela rapariga de olhos negros carregados de pranto. Na escuridão taciturna, ouvia-se o seu soluçar num pianíssimo estonteante. Nunca choveu tanto, como chove em Dezembro, nunca houve tanta frialdade, nunca houve tanta mágoa. E perdoo o senhor Dezembro com um profundo enlaço. Estou perdida… perdida de condolência, porque tudo com o vento volitou, agora é como se dentro do meu peito, me morresse o coração. Fecha os olhos e descansa… meu ser, meu reflexo, tão ermo, tão dolente…
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Frenesi
A noite pede licença para embeber
Esta véspera tão funesta,
do embate dos nossos olhares.
Permaneço com lassidão
Em tão árdua utopia;
Moroso, enreda lá fora o vento
A desolação deste amor, que é o meu termo.
Amanhã não durarei muito mais.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Desafogo

Lá estavam eles, sentados frente a frente ao meu horizonte, de bocas seladas e olhos flamejantes, se não me engano. A cadência do vinil entrava pela brecha da porta e invadia a sala de forma absorta, sem nada para dizer, nem permissões a pedir, juntava-se às labaredas, que vibravam na lareira, aos rostos daquelas figuras que somente silêncio tinham a proferir.
Ó noite, por que é que à noite a minha almofada é tão melancólica?
Por que é que meramente nela a saudade e os desejos irrealizáveis se unem ao tecido de seda púrpura e costuras fulgentes?
Ó noite… minha amiga noite, compreensivo é o teu silêncio, verdadeiras são as palavras do devaneador que assegura “a noite é dos mortos e das incertezas”.
sábado, 28 de novembro de 2009
Embrenho!
Olho para a janela com estranheza,
Lá em baixo campos distantes, oscilantes,
Que brincam com minha incerteza.
Oh amor… meu amor,
Amor, que já não és mais meu!
Cuidei de conhecer a meia-noite,
Quando no céu a opacidade cedeu.
Lá em baixo campos distantes, oscilantes,
Que brincam com minha incerteza.
Oh amor… meu amor,
Amor, que já não és mais meu!
Cuidei de conhecer a meia-noite,
Quando no céu a opacidade cedeu.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Permanência
Pudor
Acordei memorando, na minha arrogância e sentimentalismo frio, aquela tarde em que eu e o moço nos unimos, essa mesma tarde em me expeli da sua casa com ressentimentos e cicatrizes.
Usufrui dos seus ósculos, dos seus amplexos e do seu físico, sem nada sentir, para além de saudade do meu velho amor. Uma tarde de volúpia, com esse significado apenas. Apesar da minha relutância a curiosidade foi mais insubmissa. Uma tarde em que exigia mitigar o meu amor por ti, mas nem aquele moço nem o sucedido te afastaram da minha mente, pelo contrário aproximaram-te ainda mais…aproximaram-te ainda mais.
O teu ser está presente, como se fosse uma quimera que não me quisesse deixar só e na opacidade do vazio atormenta-me a alma com velhas recordações.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Quimera

Hoje sonhei contigo, ó meu Romeu,
Com a exuberância do nosso velho amor…
Sonhei que te seguia o rastro do aroma,
E que te queria sem lassidão.
Esgrouviado amor… Nodoso,
Peço não mais querer este veneno repeso,
Que por vicissitudes me dá a vontade mitigada…
…De almejar bebê-lo um pouco mais.
Com a exuberância do nosso velho amor…
Sonhei que te seguia o rastro do aroma,
E que te queria sem lassidão.
Esgrouviado amor… Nodoso,
Peço não mais querer este veneno repeso,
Que por vicissitudes me dá a vontade mitigada…
…De almejar bebê-lo um pouco mais.
(Ainda penso em ti)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Quando o amor se estanca
É como se o meu ser deixasse de existir,
Mas aqui permanecesse,
Na insignificância, no vão da negrura,
Gritando tumultuosos trechos de pranto.
Vai vento fá-las volutear,
Essas origens velhas do nosso amor desamparado,
Que em tempos já deu uma bela flor.
Mas aqui permanecesse,
Na insignificância, no vão da negrura,
Gritando tumultuosos trechos de pranto.
Vai vento fá-las volutear,
Essas origens velhas do nosso amor desamparado,
Que em tempos já deu uma bela flor.
domingo, 11 de outubro de 2009
Fumo
Abruptamente, o mar cospe as ondas sobre a areia,
Ondula, palpita, esmaece...
Absorvo um cigarro no parapeito da fresta,
Expondo o meu corpo inerte, ao sol;
Devoro o cheiro da maresia e bafejo as cinzas para o mar.
Anseio que te apresem nesse barco, que vai lá longe!
Tudo o que parte, há-de voltar.
Ondula, palpita, esmaece...
Absorvo um cigarro no parapeito da fresta,
Expondo o meu corpo inerte, ao sol;
Devoro o cheiro da maresia e bafejo as cinzas para o mar.
Anseio que te apresem nesse barco, que vai lá longe!
Tudo o que parte, há-de voltar.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lamúrios vindos do meu leito de cinzas
Oh maldito pranto, que tiveste que jorrar,
Neste quando tão gélido, nesta meia-noite tão só.
Ofega o vento aos meus pensamentos,
A suavidade do teu piano remoto
Que esgatanha o meu peito,
Vivo de te sentir, morto de te aguar.
Neste quando tão gélido, nesta meia-noite tão só.
Ofega o vento aos meus pensamentos,
A suavidade do teu piano remoto
Que esgatanha o meu peito,
Vivo de te sentir, morto de te aguar.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Saída
domingo, 27 de setembro de 2009
Na minha cama fria, hoje minha existência definha.
domingo, 20 de setembro de 2009
o teu enlaço quente
Agarra-me, meu amor, agarra-me…
Aquece este corpo desnudo tão gélido,
Morto de saudade, do teu toque quente,
Morto por não ver a tua gente.
E sem teu amor, eu era tão erma,
Demente e carente…
Sem o teu beijo ou o teu enlaço,
Neste todo tão inerte, meu amor...
Aquece este corpo desnudo tão gélido,
Morto de saudade, do teu toque quente,
Morto por não ver a tua gente.
E sem teu amor, eu era tão erma,
Demente e carente…
Sem o teu beijo ou o teu enlaço,
Neste todo tão inerte, meu amor...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Estada Breca
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Amor vede

Os teus beijos não são de ventura,
São veneno para o meu peito
E desgosto para a minha mente.
A minha pele bebe as lágrimas,
De tão malquerer
E o piano destoa por esta paixão duvidosa.
Arranca do meu peito aquilo que sobrevive,
Este tão forte amor por onde eu andei
E que por tanto tempo me ofusquei,
Assim falecendo num destino nostálgico.
É acre o sabor da dor…
É aterradora a sensibilidade de consentir por amor,
Amor Vede…
São veneno para o meu peito
E desgosto para a minha mente.
A minha pele bebe as lágrimas,
De tão malquerer
E o piano destoa por esta paixão duvidosa.
Arranca do meu peito aquilo que sobrevive,
Este tão forte amor por onde eu andei
E que por tanto tempo me ofusquei,
Assim falecendo num destino nostálgico.
É acre o sabor da dor…
É aterradora a sensibilidade de consentir por amor,
Amor Vede…
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Fernandes Fernandes...
domingo, 23 de agosto de 2009
Horizonte

O batel parte ao rumo da Primavera,
Por um oceano hostil,
Numa noite agre.
O curso é longo e longínquo,
Quase tão remoto como o teu beijo.
O meu querer permanece,
Num bafo de que a barca te alcance.
Por um oceano hostil,
Numa noite agre.
O curso é longo e longínquo,
Quase tão remoto como o teu beijo.
O meu querer permanece,
Num bafo de que a barca te alcance.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Rebeldia
domingo, 9 de agosto de 2009
Saudades

O pranto invade território alheio,
Enquanto eu grito para o desviar,
Oscilo para o escorraçar…
Que carência que eu tenho,
Do calor do seu seio,
Do alento dos seus braços,
Do timbre dos seus passos.
Fugis-te por calçadas e atalhos para aquém de mim,
Sem qualquer aviso…
Porque tiveste que partir sem me precautelar?
Enquanto eu grito para o desviar,
Oscilo para o escorraçar…
Que carência que eu tenho,
Do calor do seu seio,
Do alento dos seus braços,
Do timbre dos seus passos.
Fugis-te por calçadas e atalhos para aquém de mim,
Sem qualquer aviso…
Porque tiveste que partir sem me precautelar?
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Viagem
domingo, 2 de agosto de 2009
Seria Bom
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O grito do Vento
quinta-feira, 23 de julho de 2009
o desejo do querer
terça-feira, 14 de julho de 2009
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Ambicionando o contraveneno
O começo é um berço incógnito, uma origem desconhecida. O acordar hoje faz parte de envelhecidas páginas de um diário que ainda está por escrever, e esse diário que hoje se encontra desfeito em cinzas, cinzas essas que estão imobilizadas numa gaveta.
O respirar é um desejo cada vez mais forte deste insecto que se articulou numa teia de mentiras, quiçá chamada casa, traçada por grandiosas tarântulas.
As picadas no peito já são fundamentadas, existe tanto por proferir mas tão escassa gente a quem pronunciar, existe saudade do sol e do oxigénio lá de fora... É desconhecida a solução.
O respirar é um desejo cada vez mais forte deste insecto que se articulou numa teia de mentiras, quiçá chamada casa, traçada por grandiosas tarântulas.
As picadas no peito já são fundamentadas, existe tanto por proferir mas tão escassa gente a quem pronunciar, existe saudade do sol e do oxigénio lá de fora... É desconhecida a solução.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Cada segundo parece uma eternidade…
Existe uma vela acesa, ao fundo da sala,
Um espelho que não espelha reflexos,
Uma mesa com timbres permanentes
E uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro.
Um espelho que não espelha reflexos,
Uma mesa com timbres permanentes
E uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro.
sábado, 27 de junho de 2009
O Luar...
quarta-feira, 17 de junho de 2009
A noite é anunciada por um grito longincuo
sábado, 13 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Mágoas
Cortei-me no vidro,
Daquelas paredes que entupiam o ar.
Arranhei o canto do olho de tanto lograr.
Suspirei, respirei, logrei,
Contei até três...
Agora me zango e digo de voz fria e cruel,
Que aquilo que mais me arrepia é o vazio que perdura por aqui.
Daquelas paredes que entupiam o ar.
Arranhei o canto do olho de tanto lograr.
Suspirei, respirei, logrei,
Contei até três...
Agora me zango e digo de voz fria e cruel,
Que aquilo que mais me arrepia é o vazio que perdura por aqui.
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Não necessito da compaixão de nínguem
terça-feira, 19 de maio de 2009
Tenho medo
Tenho medo,
Do escuro e da noite.
Dos cães que ladram sem piedade.
Tenho pudor do meu eu,
E pudor por quem me desgosta…
Tenho medo,
Que aquele pavoroso cão me crave.
Tenho medo de que o céu fique nublado.
Tenho medo de que me abafes!
E tenho medo que o nó não se solte.
Como poderá alguém gostar de mim?
Se nem de mim mesma eu gosto!
Tenho medo, grito… TENHO MEDO!
Do escuro e da noite.
Dos cães que ladram sem piedade.
Tenho pudor do meu eu,
E pudor por quem me desgosta…
Tenho medo,
Que aquele pavoroso cão me crave.
Tenho medo de que o céu fique nublado.
Tenho medo de que me abafes!
E tenho medo que o nó não se solte.
Como poderá alguém gostar de mim?
Se nem de mim mesma eu gosto!
Tenho medo, grito… TENHO MEDO!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Não há apreço
sábado, 2 de maio de 2009
Incandescência
Podia crer que conseguia visualizar sinais de fogo, sons, tambores, os olhares e risos das pessoas que anteriormente me rodeavam.A ilusão foi o primeiro sinal. Desafiada por um desconhecido nas minhas terras, num beco que talvez não conhecesse tão bem. O aprisionamento foi o segundo sinal e o ultimo que tive da superfície, poderia dizer, quase que enterrada numa furna, abaixo do sol. Sede, fome e inconsciência, apreendendo uma dieta rigorosa de raízes de plantas e pequenos animais.
Agora me deito, aqui, encostada a uma rocha, já nem há dor, após quinze anos passados o corpo quase que se aclimou.
Tudo se iniciou quando Noor chegou à minha tribo – uma pequena tribo indiana, localizada no norte do país que tenta um pouco acostumar-se com o que ocorre em relação ao globo –. Ainda me recordo de quando ele chegou à capital, o seu cabelo liso, loiro e curto, a sua pele clara. Noor falava português com um certo sotaque inglês, mas sabia cativar as pessoas como ninguém. Noor não me agradou desde o início, tentava manipular tudo e todos, com o seu álcool e droga que trazia consigo da Europa e mais tarde tentava a escravidão. Não me deixei impressionar, tentei expulsá-lo para protecção dos meus entes queridos e para protecção da tribo a que pretenso ou pelo menos pertencia. Era isso que lhe agradava em mim, dizia-me ele. Sempre que Noor tentava implantar algo em minhas terras, eu não me deixava ficar quieta e impedia que acontecesse fosse o que fosse. Para Noor eu era um grande problema.
Foi na comemoração da cerimónia do fogo que Noor aqui me prendeu. Noor encontrou-se no porto com seus amigos, vindos eles da Europa. Hospitalizando-se numa estalagem perto do rio, dias mais tarde após a sua chegada escutei uma conversa entre ambos, os Europeus planeavam arder a minha tribo, o meu instinto dizia-me para fazer algo e não permitir o acontecimento. Tentei alertar todos os membros da tribo, aterrorizada, todo aquele tempo os tínhamos servido, com as nossas especiarias e bens matérias, e aquela era iria ser a nossa recompensa, a nossa morte e a perda das nossas terras em substituição da exploração das nossas minas. O encanto que os europeus tinham provocado na tribo era demasiado, ninguém acreditava em mim, nem a minha própria família. Noor convocou um médico que me acusou vítima de bruxaria, e em instantes a tribo toda creu.
Na cerimónia do fogo, todos se reuniram à volta de uma grande fogueira, com os nossos trajes de comemoração, dançando, batendo os tambores e aliciando o fogo. Não me conseguia alegrar, apesar de ser uma das cerimónias mais importantes para a tribo. De longe vi Noor, tentando acender um cigarro, a minha ira era tanta que por instantes estava à sua frente, por segundos perdi a cabeça e ataquei-o, queimando-o com o cigarro no seu corpo. Noor embraveceu, agarrou-me por um braço, agredindo-me até eu cair de exaustão, fechei os olhos como se não fosse eu que estivesse a ser agredida e quando os abri, já nem havia sinais da tribo, estávamos num outro local, mas perto, conseguia sentir…
Noor visitava-me de tempo a tempo, dando-me novidades da tribo. Um dia, informou-me que grande parte da tribo tinha falecido no fim da cerimónia do fogo, esmagada por uma manada de elefantes…não me acreditei, calculei que fosse obra de Noor e seus amigos e acusei-o. Noor agarrou numa pedra, os seus dedos estavam vermelhos, a sua mão tremia devido à força que ele exercia sobre aquele corpo…até que a lançou, lanço a pedra ao ar até que me acertou na cabeça e adormeci profundamente, durante quinze anos….
-Está a acordar… Achámos que nunca iria acordar.
-Como se chama, de onde vem?
Estava desperta… Contaram-me que o refúgio onde me abrigava tinha se desmoronado comigo lá dentro e eu tinha ficado em coma este tempo todo, agora despertei deste sonho de reviver o passado. A primeira visita chegou, um homem europeu, com o cabelo liso e loiro de pele clara, podia crer que o conhecia de algum lado, de um sonho talvez.
-Quem é?
-Noor um grande amigo…
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Acordar com o soprar, da leve brisa leve.

Acordar com o soprar, da leve brisa leve.
Sinto uma livre mariposa,
Caída em meus lábios,
Via-me dormir, talvez
Não sei, não saberei.
Sinto o corpo molhado,
Por dormir no chão borrifado pela chuva.
O céu parado, palpável.
O ar, que sugo com os lábios,
Quase como perfume
É caramelo, que chupo!
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Pausa

Sentado num banco, do outro lado da estrada,
Transporta consigo livros de poesia, luares vazios, utopia
Dá-me a mão destemido Romeu,
Romeu que não caiu, e a meu lado perdurou…
Os nossos pés dispersam-se, quase que deslizam pelo chão.
Quando eu agarro a sua garra, o piano toca a melodia,
E suas notas, tocam, tocam no meu olhar,
Como suas palavras, o seu toque, o seu bafo, o seu respirar…
E por fim o seu beijo, a sua forma de manifestar o cear, o consumir.
O dia é noite, ou a noite nunca foi dia?
sábado, 14 de março de 2009
Mar nosso
Navega por estes mares, ó meu amor!
Navega por mim, até àquela margem,
Até àquela margem, àquela beira,
Onde trovam melosas selvas.
Selvas de amor…
Selvas de afrontamento, serenidade, selvas de…
Escuta os tambores, e arroja a tua âncora,
A terra a ti chegou.
Navega por mim, até àquela margem,
Até àquela margem, àquela beira,
Onde trovam melosas selvas.
Selvas de amor…
Selvas de afrontamento, serenidade, selvas de…
Escuta os tambores, e arroja a tua âncora,
A terra a ti chegou.
domingo, 8 de março de 2009
Dispiacere
quarta-feira, 4 de março de 2009
Folias

Às vezes,
Num único ápice, fecho os olhos…
Abotoo os malmequeres que em minha mente coordenas
Relembro a tua voz,
Comparável a doces cânticos dos finórios de Abril…
Abril, Abril,
Abril relevante.
Fecho os olhos e vejo ingénuos,
Ingénuos que ostentam os seus excertos para longe,
Enquanto cantas na minha imaginação que o troço é fulgor
Num único ápice, fecho os olhos…
Abotoo os malmequeres que em minha mente coordenas
Relembro a tua voz,
Comparável a doces cânticos dos finórios de Abril…
Abril, Abril,
Abril relevante.
Fecho os olhos e vejo ingénuos,
Ingénuos que ostentam os seus excertos para longe,
Enquanto cantas na minha imaginação que o troço é fulgor
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Embate Remoto
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Insónia

Rosnam os lobos à minha porta,
Despertando em mim medo,
Pranto, e ânsia de alvorecer.
Quero adormecer…
Dançando, como uma bailarina,
Fixa numa caixa de música,
O suavemente ocupa a harmonia.
Cerraram as janelas,
Não abstraem o ar de circular,
E o vento lá de fora,
Bate à janela, na esperança de entrar.
Ventava a menina do outro lado da janela,
Pequenas sementes de pai-careca,
- Sopra-as menina deixa-las volitar!
Despertando em mim medo,
Pranto, e ânsia de alvorecer.
Quero adormecer…
Dançando, como uma bailarina,
Fixa numa caixa de música,
O suavemente ocupa a harmonia.
Cerraram as janelas,
Não abstraem o ar de circular,
E o vento lá de fora,
Bate à janela, na esperança de entrar.
Ventava a menina do outro lado da janela,
Pequenas sementes de pai-careca,
- Sopra-as menina deixa-las volitar!
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Obstinação
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Metamorfose
domingo, 25 de janeiro de 2009
Modéstia

Nem as fronteiras quebraram, as explosões.
Nem as fronteiras quebraram os olhares,
A conexão e a benevolência.
Mas este Janeiro despreza o voo das folhas,
Despimos a árvore do seu casco, sigilosamente.
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Bafo vermelho,
Logro, logro,
Teu coração está derreado
As tuas artérias consumidas.
São papoilas no teu peito?
Papoilas que ressequem,
Que se envolvem num sopro...
…o sopro que eu sopro.
Sopro e engulo,
Tenho vontade de fluir!
Logro, logro o que é estremecer?
Teu coração está derreado
As tuas artérias consumidas.
São papoilas no teu peito?
Papoilas que ressequem,
Que se envolvem num sopro...
…o sopro que eu sopro.
Sopro e engulo,
Tenho vontade de fluir!
Logro, logro o que é estremecer?
domingo, 11 de janeiro de 2009
Alforria

Relembro as noites vivas de verão,
Deitados sobre a areia, discretos, tranquilos,
Daquela praia estatuária (por minha mente)...
...onde fazíamos juras de amor eterno,
E descrevíamos a humanidade,
Éramos animais, cativados, excessivos!
Uivava-mos a nossa existência, marcando presença.
Deitados sobre a areia, discretos, tranquilos,
Daquela praia estatuária (por minha mente)...
...onde fazíamos juras de amor eterno,
E descrevíamos a humanidade,
Éramos animais, cativados, excessivos!
Uivava-mos a nossa existência, marcando presença.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Cigarette

Suspirei neste glacial,
Bufando uns fios de fumo,
Paralisados, níveos…
...Intocáveis como eu.
Preciso de um cigarro para acordar, para cegar e olvidar.
Bufando uns fios de fumo,
Paralisados, níveos…
...Intocáveis como eu.
Preciso de um cigarro para acordar, para cegar e olvidar.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Arrebatado

Gomos que entoam pranto,
Tal sorriso mudo,
Pensamento prudente.
Tal figura que deleita-se invernia,
E estremece seu mais-que-tudo,
Como os sopros de vento que oscilam o embacio,
Arrepia-me sua ânsia.
Porquanto te cobres alucinação?
Tal sorriso mudo,
Pensamento prudente.
Tal figura que deleita-se invernia,
E estremece seu mais-que-tudo,
Como os sopros de vento que oscilam o embacio,
Arrepia-me sua ânsia.
Porquanto te cobres alucinação?
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