Deitou-se no seu leito, aviltante, oscilante, aquela rapariga de olhos negros carregados de pranto. Na escuridão taciturna, ouvia-se o seu soluçar num pianíssimo estonteante. Nunca choveu tanto, como chove em Dezembro, nunca houve tanta frialdade, nunca houve tanta mágoa. E perdoo o senhor Dezembro com um profundo enlaço. Estou perdida… perdida de condolência, porque tudo com o vento volitou, agora é como se dentro do meu peito, me morresse o coração. Fecha os olhos e descansa… meu ser, meu reflexo, tão ermo, tão dolente…
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
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2 comentários:
Texto melancólico e bonito. O senhor Dezembro tem dias cinzentos, raios o partam... Lol mas também tem dias bonitos como o 24... Bem, feliz Natal para ti, e que não seja nada melancólico! Bjos **
Perfeito :)
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