"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sopro as cinzas,


Correndo por entre as ruas,
Fugindo da sala de espelhos,
Não querendo ver mais reflexos.

Escondendo-me atrás da muralha do velho castelo,
Enterrando-me com noite,
Dando suspiros,
Dando gritos,
Lamentando…

Sopro, as cinzas,
Das rosas, que em minha mão secaram,
Flores que não gosto,
Flores que me picaram as mãos, obstando por mim.


Sopra o vento, lá de longe… é hora de partir.

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