"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


sábado, 15 de novembro de 2008

De madrugada arrefece,


Levei meu corpo despido para as ruas,
Suspensa na madrugada,
Descobri-me na neblina,
Descobri-me por entre a precipitação e a frialdade,
Caminhando livremente.

Perguntavam-me se era demente,
Ofereciam-me um agasalho,
Apenas contestava tudo.

Sorria, e aquecia-me com o pranto,
Que gotejava pelo meu rosto,
Estava ali,
Parada, congelada, admitindo demente…

Pois jamais consigo ter frio, sem suplicar teu calor.

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