Estamos sentados na areia,
Aguardando pelo irrevogável poente -
Uma negrura que não volta atrás.
Cerra-se o olhar e dele escapam os rasgos da maresia.
Hoje eu sou uma alma penada
E o tempo foge-me por entre os dedos,
Porque as minhas mãos estão embriagadas.
A minha alma é água fria que verruma,
Mais inerte do que a bruma:
São embarcações que fundeiam distantes ao porto.

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