"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


segunda-feira, 16 de maio de 2011

As crianças

Balouço como um infante,
No balancé do submundo.
Ofego de um pranto assombrado,
Porque hoje já não sou criança.

O Destino nunca me reconheceu como seu fruto,
Pois o olhar sempre me foi cego.
E o Tempo, esse me baptizou como incógnita,
Como se baptiza um quadro truncado, sem nome e sem autor.

3 comentários:

Sara Esteves disse...

És tu que escreves? uau. se sim mil parabéns mas se não mil parabéns na mesma que não é assim tanta gente que tem sensibilidade (1º) para lêr poesia e depois para se dar ao trabalho de a reproduzir e divulgar.
Gostei bastante desta e já por varios momentos me senti assim. não sei se é o caso mas o "seja o que deus quizer/depois logo se vê!" ajuda imeeenso! ;P


beijinhos, sara***
chips-ina-fishbowl.blogspot.com

Sara Esteves disse...

btw, deixaste um comentário no meu blog em relação à wink, das sobrancelhas... fiz um coment explicativo em resposta para que se mais alguem tivesse duvidas também pudesse ler! ;)

beijinho grande e vai la passando sempre que quizeres :)*

chips-ina-fishbowl.blogspot.com

EFernandes disse...

Olá Sara, sim fui eu que escrevi.
Aliás, todos os poemas que se encontram neste blogue são da minha autoria, no entanto se não o forem encontram-se com o nome do devido autor (como é o caso de algum excertos que coloquei/colocarei na página "inspiração").

Muito obrigada pelo elogio, a audácia, realmente, é um sentimento que nos impulsiona para muitas direcções. Eu tive uma fase em que apenas reproduzia, e não tinha coragem para a segunda parte "divulgar". Por isso, é que só de há um tempo para cá é que comecei a divulgar o blogue.

Se não fosse o caso de "seja o que deus quizer/depois logo se vê!", como poderia eu balançar num balancé, do submundo, como um infante? É uma brincadeira com o destino, a qual todos gostamos de fazer de vez em quando.