
Desejo-te: "Tem uma boa vida,
Parte para onde te julgares capaz,
Encontra uma bela guarida,
Mas não me digas para aonde vais".
Desabas-me nas vertigens,
Exaltas os silêncios,
Comparas-me aos ventos.
Hoje estou compenetrada,
Enraizada de certezas,
De que a tua audácia, ó noite,
Me despiu a inocência.
Caminhavas sedutora,
Descoberta e descalça,
Chamativa e encantadora,
Na meia-noite que me falta.
E se não te encontro hoje,
Ó noite, se não te agarro…
Permanecerei tão imponderável e intocável.

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