"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Despertar da razão

Acordam-me os olhos,
Frágeis de sentir o toque da noite.
Acordam-me os olhos
Enlouquecidos pelo brilho do luar,
Levantando-me e caminhando…
Batendo contra um obstáculo.
Merda! Como dói,
Como dói a solidão.
Recompondo-me e engolindo a dor,
Tentando não relembrar que estou só,
Tentando ocultar pensamentos impossíveis, e
Antigas esperanças.
E voltando a me deitar,
Na teia de espinhos, produzida pelos nós de minha garganta,
E regada com o licor de meus olhos.

Noites frias de Inverno,
Noites em que me congela o peito,
Noites em que me queima a mente com o doce sabor do luar.

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