"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Embarcações que fundeiam distantes ao porto

Estamos sentados na areia,
Aguardando pelo irrevogável poente -
Uma negrura que não volta atrás.
Cerra-se o olhar e dele escapam os rasgos da maresia.

Hoje eu sou uma alma penada
E o tempo foge-me por entre os dedos,
Porque as minhas mãos estão embriagadas.

A minha alma é água fria que verruma,
Mais inerte do que a bruma:
São embarcações que fundeiam distantes ao porto.