"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


domingo, 18 de abril de 2010

Indulência

Perdoai minha alma não divina,
Que o muito é sombria...
Perdoai as sombras que transporto em mim.

Perdoai a minha calamidade,
Minha indelicadeza, e meus pecados.
Perdoai-me enfim, a mim.

Colhei minha vaidade não digna,
E cantai-me os sonetos lá da Noite.

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