"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ambicionando o contraveneno

O começo é um berço incógnito, uma origem desconhecida. O acordar hoje faz parte de envelhecidas páginas de um diário que ainda está por escrever, e esse diário que hoje se encontra desfeito em cinzas, cinzas essas que estão imobilizadas numa gaveta.
O respirar é um desejo cada vez mais forte deste insecto que se articulou numa teia de mentiras, quiçá chamada casa, traçada por grandiosas tarântulas.
As picadas no peito já são fundamentadas, existe tanto por proferir mas tão escassa gente a quem pronunciar, existe saudade do sol e do oxigénio lá de fora... É desconhecida a solução.

1 comentário:

Anónimo disse...

"não precisas de amar para viver", intrigou-me verdadeiramente esse comentario.