
Querida sombra,
Sublimes flores no teu sepulcro, hoje, abandonaram.
E elas brilham graciosas no resplandecer do luar, no ar frio.
Ouve o clamor, daqueles que te desprezaram:
Um grito elevado e excessivo vindo dentro de mim.
Querida sombra, fiel guardiã dos meus passos,
Responde-me: Como pode um corpo ser esquecido?
Esquecido e confiado às planícies alheias…
Esta manhã caminhei pelo campo,
Adivinhando as premonições da minha morte.
O medo acossava-me de boca açulada,
Deixando o meu corpo esventrado.
