"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


domingo, 20 de março de 2011

Como podeis?



Como podeis reconhecer o oculto,
A nossa origem, a nossa meta?
Reconhecer o que pretende ser cógnito,
O que pretende ser descoberto,
E não mais se encobre na escuridão?


Como podeis caminhar com essa venda nos olhos?
Como podeis mergulhar nessa cegueira tão profunda?
Perdurar, aí, nesses braços tão frios e negrumes?
Como podeis?


Podereis?