
Eros! Peço-vos licença para amar.
A vida dissoluta pertence apenas aos caídos da demência;
O zelo aos amantes e aos amados.
Fazei de mim pessoa zelada e dissoluta;
Fazei de mim amante e amada.
Meu coração não cessa de bulir, Eros!
De bulir, num compasso tão cismático, pela tua chamada.
E impaciente, espera e sofre de febre errática.
