"Existe uma vela acesa, ao fundo da sala, um espelho que não espelha reflexos, uma mesa com timbres permanentes e uma ânsia pelo passo da haste do cronómetro. "


domingo, 27 de setembro de 2009

Na minha cama fria, hoje minha existência definha.


Quem me dera redigir o que sinto
De uma forma deveras exacta.
Apenas não consigo…
Terá fenecido a minha melancolia?
Terá fugido o vento?

Na minha cama fria, hoje minha existência definha.

domingo, 20 de setembro de 2009

o teu enlaço quente

Agarra-me, meu amor, agarra-me…
Aquece este corpo desnudo tão gélido,
Morto de saudade, do teu toque quente,
Morto por não ver a tua gente.

E sem teu amor, eu era tão erma,
Demente e carente…
Sem o teu beijo ou o teu enlaço,
Neste todo tão inerte, meu amor...

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Estada Breca


O senhor Tempo foi enganado,
Por uma estada breca.
Não era o anúncio do estio
Muito menos o da invernia,
Eram os dourados do Outono,
Num serão de verão,
Registos de novelas e de retratos;
Um olhar parado na direcção da greta,
Inquiridor pela pigmentação do ar;
Um silencio munido
Consumido pela hesitação.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amor vede


Os teus beijos não são de ventura,
São veneno para o meu peito
E desgosto para a minha mente.

A minha pele bebe as lágrimas,
De tão malquerer
E o piano destoa por esta paixão duvidosa.

Arranca do meu peito aquilo que sobrevive,
Este tão forte amor por onde eu andei
E que por tanto tempo me ofusquei,
Assim falecendo num destino nostálgico.

É acre o sabor da dor…
É aterradora a sensibilidade de consentir por amor,
Amor Vede…